25 junho 2008

SPORE...e lá se vão um milhão e trocentas criaturinhas... (and counting)

Ok. Eu não podia ficar de fora, não é?


Aí vão minhas primeiras experiências com o criador de criaturas do Spore... (céos, como essa coisa vicia, huh?). A parte engraçada é que depois de eu ter criado vários spores-frutas 8D alguém aparentemente se irritou e me deixou o comentário "ENOUGH WITH THE FOOD RECREATIONS", além de dar um rate negativo pra minha laranjinha. u__u Isso é pura intriga da oposição. Provavelmente é um gordo adepto de fast food que não sabe o que é alimentação saudável. E tenho dito.




Um dos que eu mais gosto aí é o Bolinha (erhm.. sim, é o que tem a bolinha no rabo). Ele é o mais bobão de todos XD...




...e mais uma vez o Will Wright me faz ficar madrugada adentro alimentando meu vício por god games. (isso me fez lembrar da época em que eu jogava Sim City no SNES e tinha que deixar o console ligado a noite toda pra não perder a cidade que eu tinha criado e poder jogar no dia seguinte 8D...)




Ok, já chega.

Hora de dormir.


;) amanhã tem mais sporing.

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01 junho 2008

IGDA - chapter São Paulo: O Ensino de Games no País



Ontem me desloquei até o Senac de Santo Amaro (duas horas de metrô e trem -_- quando vou aprender um caminho mais curto?), numa quase peregrinação até o local de debate da IGDA. Bom, pra quem não sabe, a IGDA (international game developers association) é uma organização sem fins lucrativos que visa a integração, desenvolvimento profissional e abordagem de questões que afetam a comunidade dos desenvolvedores de jogos. O chapter de

São Paulo vem sendo feito desde o ano passado, porém foi neste fim de semana que ganhamos o nosso diferencialzinho: a oficialização da criação da divisão dos estudantes (dentro da IGDA SP).

Claro que apesar do frio, distância, gripe (que hoje está me rendendo um domingo meio ingrato), valeu super a pena. E ao meu ver, pra motivar a galera a ir até o fim do mundo, num sábado chuvoso, pra um debate de quase três horas.. não é por pouca coisa não. :D A conversa foi muito boa, e um monte de questões importantes foram levantadas. Mas o objetivo deste post não é ser um relato, então, continuemos.

Às vezes tenho a certa impressão de que parte dos estudantes de games ainda não sabe muito o que quer da vida. Por isso, sempre fico feliz de assistir a debates como esse e encontrar pessoas com uma motivação maior, mais objetiva. Não estamos em posição de ficar sonhando demais. O mercado de games no Brasil e o coelhinho da Páscoa estão no mesmo nível de existência, sabe? Sendo assim, é vital que a galera mantenha os pés no chão, saiba o risco que está correndo, e tenha noção do trabalho e esforço que estão envolvidos nessa brincadeira. E o mais importante de tudo, que os entusiastas a desenvolvedores saiam do narcisismo exacerbado, aprendam que a integração, o trabalho em equipe trazem experiências insubstituíveis, e contatos valiosos (hello, network!). Se a indústria aqui reclama de falta de mão de obra, e os estudantes reclamam de falta de oportunidades, alguma coisa aí anda bem errada. Cadê a comunicação entre as partes? A divisão dos estudantes da igda daqui está dando os primeiros passos nessa questão. Mas e o resto? Estamos todos fazendo tudo aquilo que realmente está ao nosso alcance? Sinceramente, acho que não.

Falta um pouco de iniciativa e realismo. Não é a Academia a responsável pelos nossos problemas, e é uma certa falta de maturidade jogar nela todas as nossas expectativas. Brasileiro tem muita mania de jogar a responsabilidade em terceiros antes de examinar as suas próprias atitudes. Tem coisas bem mais simples e vitais que independem das universidades, que já mudariam -muita- coisa. Ok, você quer ser um desenvolvedor. Me responda: quantos jogos brasileiros você já jogou? Você sequer se deu ao trabalho de procurar? Porque, huh, bem, eles existem, tá? Não faz sentido na minha cabeça alguém que quer produzir jogos por aqui não procurar integração, conhecer quem está por aqui com o mesmo objetivo. É esse tipo de comportamento infantil, preconceituoso e narcisista que empaca as coisas por aqui. "O -meu- jogo vai ser ótimo, quero que todos joguem. Mas eu não jogo o de ninguém". Aliás, só pra constar, boa parte dessa galera acha que jogo brasileiro é tudo lixo. Preferem comprar um pirata de um jogo importado do que baixar um jogo original nacional gratuito. Bem, a qualidade pode não ser a mesma. Cadê o seu feedback pra quem produziu um jogo marromenos poder melhorar então? Se você é um desenvolvedor, vai no mínimo esperar um feedback do -seu- jogo. Veja bem... o seu primeiro jogo vai precisar de feedback. Ele não vai ser uma obra-prima (e apenas pra constar.. você não vai fazê-lo sozinho 8D. Não, não vai). Desça das nuvens, por favor.

Outra questão interessante que rolou por lá: "o mercado de games daqui tem capacidade para absorver todos os estudantes que estão sendo formados?" Às vezes tenho a impressão de que quem pergunta por isso espera algum tipo de solução mágica, uma desenvolvedora gigante que aterrise no Brasil e comece a empregar todo mundo. Acho o ser humano um bicho muito engraçado. Ele tem a mania de fazer projeções e temer resultados de uma colheita que ele ainda nem se preocupou em plantar. O estudante precisa ter iniciativa. Em primeiro lugar, ele precisa produzir. Como meu irmãozão Glaucco diz, "fazer a lição de casa". Façam jogos! Estudem! Especializem-se! Integrem-se e conheçam pessoas. Parece mais conselho de mãe, mas cara, bons resultados provém de grandes esforços. É fato. Mas pra isso é preciso ter pé no chão. Começar do simples, ter um bom planejamento, ter alternativas caso as coisas fiquem mais difíceis. E o mais importante: sem perder a motivação, sem perder o sonho.


É isso aí. =/

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